Solidão
Numa rua de Lisboa,
no meio da
estrada.
Percorro-a
sozinho,
está fria e
molhada.
O outono
está instalado,
o vento
riposta nas árvores desfolhadas,
que de tanto
agitar,
gritam
exaltadas .
Não encontro
ninguém.
Já anoiteceu.
Estou
sozinho , perdido,
a lua
arrefeceu .
Não consigo
ver o luar,
nem a tua
mão.
Estou a
ficar preso.
No abismo da
solidão.
A estrada
afunda a cada passo que dou,
a cada flash
do trovão.
O vento não
amainou .
Não vejo ninguém ,
A chuva
começa a cair ,
Quero ir-me
embora ,
Quero fugir.
Fábio Jorge.
Fábio Jorge.
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