Poesia é um conjunto de palavras , que tornam a leitura perfeita.
13 de março de 2011
Relato de um Touro Bravo.
Sou negro, forte e imponente,
Ao mesmo tempo inocente,
Amigo e natural,
Não percebo porque nos fazem tão mal.
Tradições, não são por vezes cultura,
São espaços no tempo que ficaram por preencher,
Espaços de tortura.
O que os Touros estão a sofrer.
Bandarilhas no meu corpo são espetadas,
Sem piedade ou ternura,
9cm o meu dorso é penetrado,
Estremecendo o meu coração magoado.
Ofegante estou, por tanto correr,
As minhas patas estão cansadas e são o meu suporte,
Bandarilhas caem a ferver.
A adrenalina leva-me para a morte.
Vejo os olhos raivosos de quem não ama,
Cheios de ódio e agonia.
Vingam-se em mim, sem dar razão.
Como conseguem tal rebeldia?
O areoso chão da praça semi vazia,
Ganha uma cor para mim antes desconhecida.
Uma cor encarnada escurecida,
Nos meus olhos ela é reflectida.
Penso porque terei aquele fim,
Tão desprezível e humilhante,
A minha dor, a dor …
Está cada vez mais sufocante.
Sinto o sabor do sangue,
Que me sai pela boca fora,
Desisto deste massacre,
Prefiro morrer,
Ir embora.
Fábio Jorge
Sou negro, forte e imponente,
Ao mesmo tempo inocente,
Amigo e natural,
Não percebo porque nos fazem tão mal.
Tradições, não são por vezes cultura,
São espaços no tempo que ficaram por preencher,
Espaços de tortura.
O que os Touros estão a sofrer.
Bandarilhas no meu corpo são espetadas,
Sem piedade ou ternura,
9cm o meu dorso é penetrado,
Estremecendo o meu coração magoado.
Ofegante estou, por tanto correr,
As minhas patas estão cansadas e são o meu suporte,
Bandarilhas caem a ferver.
A adrenalina leva-me para a morte.
Vejo os olhos raivosos de quem não ama,
Cheios de ódio e agonia.
Vingam-se em mim, sem dar razão.
Como conseguem tal rebeldia?
O areoso chão da praça semi vazia,
Ganha uma cor para mim antes desconhecida.
Uma cor encarnada escurecida,
Nos meus olhos ela é reflectida.
Penso porque terei aquele fim,
Tão desprezível e humilhante,
A minha dor, a dor …
Está cada vez mais sufocante.
Sinto o sabor do sangue,
Que me sai pela boca fora,
Desisto deste massacre,
Prefiro morrer,
Ir embora.
Fábio Jorge
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